QUATRO RODAS MATÉRIA

15/10/2011 00:06

 

COMPRE SEU CARRO
 
SEU COMPARATIVO
 
 
Publicidade
TOP 10 QR
Os carros mais procurados da semana no site Quatro Rodas
NEWSLETTER
Assine a Newsletter QUATRO RODAS
MAPAS E GPS
RUAS »
RODOVIÁRIO »
 R$/litro
 Km/litro
 Litros/tanque
 Rota mais rapida?

PUBLICIDADE
AUTO-SERVIÇO | REPORTAGENS
Quando vale consertar
SETEMBRO 2009

QUANDO VALE CONSERTAR

NEM SEMPRE ELIMINAR UMA PEQUENA AVARIA VALORIZA O CARRO NA HORA DE VENDÊ-LO

POR GUSTAVO HENRIQUE RUFFO | FOTOS: CHRISTIAN CASTANHO
LISTA DE MATÉRIAS POR DATA:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Ao vender o carro, muita gente já deve ter ficado em dúvida se pintava ou não a porta com um risco feio ou se fazia a funilaria daquele amassado. O medo é gastar um dinheiro que no fim não terá retorno. Afinal, o que valoriza o carro e o que só o torna mais fácil de vender? “Existe uma somatória de fatores que influenciam diretamente na valorização de um usado. A principal é o estado de conservação, tanto interna quanto externamente”, diz George Assad Chahade, presidente da Assovesp (associação paulista das lojas de usados). 

Dentro do quesito conservação, uma coisa que chama a atenção do comprador é bem simples e nem todos lhe dão valor: o manual de revisão regularmente preenchido. “Manutenção preventiva mostra ao comprador a preocupação do proprietário em manter o veículo sempre em ordem. Isso pode ser comprovado pelo manual de garantia do carro e também por meio da apresentação do check-list efetuado em oficina mecânica, comprovação com nota fiscal dos últimos serviços, que vão desde alinhamento de direção e troca de amortecedores a diagnóstico do motor e troca de bateria, entre outros”, diz José Palacio, auditor do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva). 

Por mais estranho que possa parecer, todo o resto dos cuidados que se pode ter para vender um carro, como repintar uma porta riscada, lavar o motor e polir a pintura, só ajuda a vender mais rápido, ou seja, dificilmente aumenta seu preço. 

“O vendedor deverá apresentar o carro nas melhores condições, pois o comprador sempre guardará a primeira impressão”, diz Chahade. A receita para isso é simples: o veículo deve estar perfeitamente limpo, tanto externa como internamente. Mas e o motor? Bem, aí começa a polêmica. Nem todos concordam com a lavagem do motor, até por conta do risco de afetar a parte eletrônica. “Nenhum fabricante recomenda essa prática. Caso o interessado fique sabendo da lavagem, isso até pode ser um fator negativo para fechar o negócio”, afirma Palacio. O motivo é evidente: se estiver limpo demais, pode parecer que o vendedor tentou mascarar algum problema, como um vazamento. Por outro lado, se estiver tão sujo que não permita ver seu estado, pode ser sinal de desleixo do dono. Outro problema é se o cofre do motor estiver tomado por grandes marcas de lama, o que daria a impressão de ele passou por um alagamento. Nesses casos, a limpeza no motor pode mais ajudar que atrapalhar a venda. 

O risco do risco 
Entre as coisas que não valorizam o carro, apenas ajudam a vendê-lo mais facilmente, estão os cuidados com a lataria. Um carro riscado ou com pintura feia até pode ser vendido por seu valor de tabela, mas a tendência é que isso demore muito. Se seu carro sofreu leves amassados ou arranhões, há o risco de o conserto dar a ideia de que o carro sofreu uma batida feia em vez de apenas um problema menor. Mas existe regra para esses consertos? A resposta é “sim”. 

“Riscos profundos de até 10 cm ou amassados de até 4 cm (mossas) não devem ser reparados. Uma peça que possui características originais, se for repintada, será passível de identificação por um profissional, por mais bem feito que o serviço fique. Pintar a peça toda pode trazer o risco de dar diferença de cor com as outras peças”, diz Paulo Celso Fontana, da Vistoria & Cia. 

Isso não significa que o tal risco deva ficar ali, à vista do comprador, em especial daqueles prontos a pedir qualquer desconto. “Pequenos amassados podem ser reparados com serviços de martelinho de ouro, dependendo do local. Riscos podem ser tratados com um sistema de polimento técnico, que pode amenizar até 70% do estrago. Esse polimento funciona melhor se a peça for prata, dourada ou de cor clara”, afirma Fontana. 

Para quem quer recorrer ao polimento técnico, o valor varia de 180 a 320 reais, dependendo do tamanho do carro e do dano. “O polimento técnico iguala as camadas de verniz para dar à pintura aspecto uniforme”, diz Paulo Forestieri, da Top Stop Conservação e Limpeza Automotiva. 

Que amasso! 
O local do dano também afeta o valor do serviço de martelinho, que desamassa a lataria sem danificar a pintura. “Eu cobro de 50 reais, quando o conserto é pequeno, a 2 000 reais, se o carro tiver sido afetado por uma chuva de granizo, por exemplo. Um caso assim exige que eu desmonte o revestimento inteiro do teto. Desamassar é o que gasta menos tempo”, afirma Wagner Confessor, da WG Funilaria Artesanal. 

E a micropintura, é recomendável? Para Fontana, não. “Um pequeno retoque, após alguns meses, sofre uma reação de verniz, criando um tipo de ‘mapa’ no local. O correto é repintar e envernizar a peça toda para evitar o problema, mas, nesse caso, é quase certo que o veículo será desvalorizado.” Contudo, entre ficar com um carro riscado ou com um desvalorizado por repintura completa, muita gente acaba optando mesmo pela micropintura, a situação intermediária. “Eu faço desde reparos de 3 cm, que custam 180 reais na pintura metálica, a 450 reais, para riscos nas duas laterais do carro”, afirma Flavio Astfan Deeb, da empresa Tira-Risco Micropintura Automotiva. 

Há casos, entretanto, em que não é possível fugir à pintura. “Quando a profundidade da avaria atingir o metal, é necessário o reparo para evitar a corrosão”, diz Claudemir Rodriguez, técnico do Cesvi, centro certificador de oficinas de funilaria. Afinal, um carro com porta repintada é melhor que um com traços de ferrugem. Outro problema é o tipo de risco. “Já peguei carros que tinham escritos na lateral ‘Vai fechar a mãe’ e ‘Garagem’. Aí recomendo a repintura, mesmo, já que a micropintura não fica boa”, disse Deeb. 

Se for esse o caso, prepare-se. “Se a peça estiver riscada de ponta a ponta e o risco atingir a lata, é necessária a pintura completa, mesmo porque ela deverá atingir outras peças adjacentes para que não ocorra a diferença de cor”, afirma Sérgio Ricardo Fabiano, colaborador do Comitê de Veículos de Passeio da SAE Brasil.

 



BOTOX 

O auxiliar de corretagem Paulo Carvalho estava de olho em uma S10 cabine dupla nova, mas, para comprá-la, precisava vender seu Peugeot 206. “Para vendê-lo mais rápido, dei uma arrumada nele, que já estava com dez anos de uso. Pintei os parachoques, o puxador do porta-malas, as maçanetas, dei uma pincelada em alguns arranhões e um belo polimento e um trato nas peças de plástico preto e nos pneus”, diz Carvalho. “Assim chega a rejuvenescer uns quatro anos. O carro ficou lindo.” Carvalho não faturou a mais por isso, mas a venda foi mais rápida do que esperava. “Estava passeando no interior de Minas Gerais e o amigo de um primo comentou com ele que meu carro estava um show. Acabou comprando na hora.”

 



 

 

Voltar

Pesquisar no site

© 2011 Todos os direitos reservados.